O Governo de Minas apresentou, nesta quarta-feira (13), detalhes do cronograma da duplicação da BR-356 durante audiência pública realizada na Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião também discutiu os impactos sociais, econômicos e as desapropriações previstas ao longo do trecho entre Nova Lima, Ouro Preto, Mariana e Itabirito.
A duplicação faz parte do contrato de concessão firmado com o consórcio Rota da Liberdade, responsável por investimentos estimados em cerca de R$ 5 bilhões em uma malha de 190 quilômetros entre Nova Lima e Rio Casca. O contrato prevê a duplicação de 78 quilômetros da BR-356 entre Nova Lima e Mariana, com obras programadas entre 2029 e 2032.
Durante a audiência, o representante da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Vítor Augusto Martins da Costa, explicou que o projeto prevê duplicação da rodovia, construção de vias marginais, terceiras faixas, acostamentos, áreas de escape, correções de curvas e instalação de barreiras de concreto ao longo do trecho.
Segundo ele, a expectativa é reduzir acidentes graves e melhorar o tempo de deslocamento na região. A previsão apresentada pelo governo é de redução de cerca de 20 minutos no trajeto entre Belo Horizonte e Ouro Preto e de aproximadamente 40 minutos entre Belo Horizonte e Rio Casca.
O gestor informou ainda que as obras do projeto executivo começam neste ano, incluindo os processos relacionados às remoções e desapropriações. Já a execução física da duplicação está prevista para iniciar em 2029, no chamado “ano 3” da concessão.
As ações incluem recuperação do pavimento, substituição e adequação da sinalização e dos dispositivos de segurança, além de limpeza da faixa de domínio, roçada e manutenção dos sistemas de drenagem e estruturas existentes.
Outro ponto apresentado foi a implantação de pedágios. De acordo com o governo, a tarifa inicial será de R$ 5,80, com reajuste anual pelo IPCA. A cobrança de pedágio será iniciada após a realização das melhorias previstas para o primeiro ano.
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Segundo o Governo de Minas, todas as etapas da duplicação passarão por licenciamento ambiental e que o processo prevê reassentamento para famílias em situação de vulnerabilidade.
Também foi anunciada a previsão de criação de cerca de 36 mil empregos até 2032, além da construção de um memorial em homenagem às vítimas do rompimento da Barragem de Fundão.
Representantes da Agência Reguladora de Transportes de Minas Gerais (Artemig) afirmaram que muitas ações possessórias envolvendo imóveis às margens da rodovia são anteriores à concessão atual e começaram ainda em processos movidos pelo Dnit.
Já o diretor do consórcio Rota da Liberdade, Marconi Zanon, informou que o projeto executivo deverá considerar aspectos ambientais e socioeconômicos das regiões afetadas.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
