A Polícia Militar investiga a possível ligação dos pais de uma criança de 2 anos, que morreu após ser baleada na cabeça, com uma organização criminosa que atua em Belo Horizonte. O caso veio à tona após a morte do menino, registrada na última quinta-feira (16), e segue sob apuração nesta segunda-feira (20).
De acordo com informações da ocorrência, o casal é suspeito de integrar o chamado Comando Terrorista da Alkimin (CTA), grupo apontado pela PM como atuante no aglomerado Cabana do Pai Tomás, na capital mineira. A criança teria sido ferida em uma propriedade rural localizada no bairro Balneário Água Limpa, em Itabirito, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, embora o ponto exato do disparo ainda não tenha sido confirmado.
No local indicado, militares encontraram um homem que se apresentou como caseiro do imóvel. Segundo a polícia, ele deu versões divergentes sobre o paradeiro do pai da criança, de 32 anos, que não havia sido localizado até o encerramento do boletim de ocorrência.
Durante buscas na propriedade, foram apreendidos mais de R$ 10 mil em dinheiro, uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros, munições, uma máquina de contar cédulas, uma balança de precisão, além de três cadernos com registros de valores que podem estar relacionados ao tráfico de drogas e dois celulares.
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Inicialmente, a mãe da criança, de 31 anos, teria relatado que o filho encontrou uma arma de fogo enquanto brincava e efetuou um disparo acidental. No entanto, essa versão não consta formalmente no boletim de ocorrência.
Ainda conforme apuração, o atendimento à vítima ocorreu após a criança ser levada ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Informações registradas pela polícia indicam que foi a própria mãe quem deu entrada na unidade de saúde, onde a morte foi confirmada.
A mulher foi encaminhada à 4ª Delegacia de Homicídios, na Região Leste da capital, prestou depoimento e foi liberada. Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento na delegacia de Itabirito, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do caso.
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Graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e O Mundo dos Inconfidentes.
