Ouro Preto em crise financeira? Vereador afirma que Prefeitura realizou corte de 25% no orçamento

Ouro Preto em crise financeira? Vereador afirma que Prefeitura realizou corte de 25% no orçamento

O vereador Ricardo Gringo afirmou, durante sessão na Câmara Municipal de Ouro Preto, que a Prefeitura realiza um corte de gastos “na ordem de 25%” no orçamento do município. Segundo o parlamentar, a discussão teria ocorrido em reunião entre o prefeito Angelo Oswaldo, secretários municipais e vereadores da base governista, sem a participação dele, que se declara o único vereador de oposição da Casa.

Durante a fala, Ricardo Gringo criticou o fato de não ter sido convidado para a reunião e questionou a necessidade de contenção de despesas diante do atual volume de arrecadação do município.

De acordo com a fala do parlamentar, a Prefeitura estaria promovendo um corte de gastos “na ordem de 25%”. O vereador também questionou a necessidade da medida diante do crescimento da arrecadação municipal nos últimos anos.

Segundo o vereador, o orçamento de Ouro Preto teria saído da faixa de R$ 250 milhões, há cerca de três ou quatro anos, para aproximadamente R$ 1 bilhão atualmente. Com base nisso, o parlamentar associou a necessidade de cortes a problemas de gestão administrativa: “Então corte de gastos, que gasto? Não está sabendo gastar o dinheiro, isso é má administração”, afirmou.

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Vale-refeição atrasado e medidas de contenção de despesas

Nos últimos dias, outro episódio relacionado às medidas de contenção de gastos adotadas pela Prefeitura de Ouro Preto veio à tona. De acordo com comunicado divulgado pelo Sindicato dos Servidores da Força de Polícia (Sindsfop), servidores municipais que atuam em regime de plantão superior a 10 horas diárias relataram atraso no crédito do vale-refeição no cartão Verocard.

Os pagamentos aguardavam liberação desde o dia 4 de maio.

De acordo com o sindicato, o Departamento de Recursos Humanos teria emitido as ordens de pagamento e encaminhado a documentação para a Secretaria Municipal de Fazenda ainda em 30 de abril.

O Sindsfop informou que o prefeito Angelo Oswaldo atribuiu o atraso à queda de arrecadação, especialmente da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), vinculada ao setor minerário.

Ainda conforme o sindicato, a administração municipal também iniciou medidas internas de contenção de despesas.

Entre elas, estariam orientações para redução do consumo de combustível pela Guarda Civil Municipal, o que poderia impactar a circulação de viaturas, além de demissões de servidores contratados em outras secretarias.

Posteriormente, segundo o próprio Sindsfop, a Prefeitura informou que a Secretaria de Fazenda conseguiu recursos para regularizar a situação e cobrou da empresa responsável a recarga imediata dos cartões.

O sindicato afirmou ainda que poderá acionar o Ministério Público caso o problema não seja resolvido.

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