Em entrevista ao repórter Antonio Isidoro, da Rádio Real, o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo, comentou sobre as ocupações e invasões no Parque do Itacolomi, área considerada de relevante importância ambiental para a região.
Segundo o chefe do Executivo municipal, a Prefeitura de Ouro Preto acompanha a situação há bastante tempo e já vem realizando estudos e monitoramentos relacionados às ocupações existentes na área. “Nós nos reunimos com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), que é responsável não só pelo Parque do Itacolomi, mas também pelo entorno do parque, áreas de rebatimento do parque. A responsabilidade é do município também”, afirmou o prefeito.
Angelo Oswaldo destacou ainda que a questão precisa ser tratada com diálogo e consenso, evitando medidas de confronto com as famílias que já ocupam a região há algum tempo. “Você não vai chegar lá e retirar as pessoas que se assentaram ali já há algum tempo. Então, tem que haver diálogo, como estamos pedindo também diálogo com relação às pessoas que ocupam as faixas da rodovia do contorno de Ouro Preto, que vão ter que sair de lá para a duplicação da rodovia. Tudo se faz com diálogo, com consenso e não com conflito”, declarou.
O prefeito também relembrou que, no ano passado, a administração municipal teria atuado para interromper a abertura de uma estrada em uma área ligada ao parque. “Há um acompanhamento da parte da prefeitura, sim, e também um diálogo com aqueles que já estão ali. Buscamos conter a ocupação que é ilegal”, completou.
Nos últimos dias, denúncias encaminhadas ao Jornal Geraes apontaram a existência de edificações sendo erguidas em áreas que, em tese, poderiam estar inseridas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) ou em regiões de proteção ambiental no entorno do parque.
Diante da situação, o Jornal Geraes encaminhou questionamentos formais ao Instituto Estadual de Florestas (IEF), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), solicitando informações sobre a existência de licenças, autorizações, fiscalizações ou eventuais procedimentos relacionados às áreas mencionadas nas denúncias.
Até o momento, contudo, os órgãos consultados ainda não enviaram retorno oficial aos questionamentos encaminhados pela reportagem.
Leia também:
- Cão é assassinado a tiros em Mariana, denuncia ONG
- Vereadora denuncia discurso misógino em sessão da Câmara de Conselheiro Lafaiete

O Jornal Geraes foi fundado no dia 01 de Julho de 2024, a partir da mudança do nome do Jornal Galilé, fundado em 1990. No dia 20/08/2022 o Jornal Galilé retornou as suas atividades por meio virtual, no entanto, no dia 01 de julho de 2024 resolveu mudar o nome para Jornal Geraes pela sua ampliação além das cidades da Região dos Inconfidentes, abordando toda Minas Gerais.
