Declarações feitas pelo deputado federal Marco Feliciano durante um evento religioso em Conselheiro Lafaiete motivaram a abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de intolerância religiosa. O caso foi distribuído ao ministro Flávio Dino.
Durante o evento gospel “Celebrai”, realizado no município, o parlamentar mencionou entidades associadas a religiões de matriz africana ao afirmar que elas não teriam espaço na cidade, em uma fala que gerou forte repercussão entre representantes dessas tradições religiosas.
Na pregação, o pastor citou entidades ligadas à Umbanda e ao Candomblé. “Não sobrará em Conselheiro Lafaiete, Zé Pelintra, Zé Pilantra, Exu Caveira, Tranca Rua, Preto Velho, nenhuma obra de feitiçaria governará mais essa terra, porque a presença de Deus eterna pode modificar os nossos corações”, afirmou.
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A investigação começou na Justiça de Minas Gerais, mas foi encaminhada ao STF após manifestação do Ministério Público, considerando o foro privilegiado do deputado. O envio foi autorizado por decisão judicial.
À época, as declarações provocaram reações de lideranças religiosas e organizações locais, que divulgaram notas públicas classificando o conteúdo como ofensivo e atentatório à liberdade de crença. Os posicionamentos ressaltam que manifestações desse tipo contribuem para a intolerância religiosa e reforçam estigmas contra práticas tradicionais.
O caso passa agora a tramitar no STF, onde serão analisados os desdobramentos da investigação.
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Bacharel em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), com passagens por Jornal O Espeto, Território Notícias e Portal Mais Minas.
