Ozempic, Mounjaro e anabolizantes podem impedir doação de sangue temporariamente, alerta Hemominas

Hemominas alerta sobre restrições para doadores que usam Ozempic, Mounjaro e testosterona

A Fundação Hemominas reforçou a importância de que candidatos à doação de sangue informem corretamente, durante a triagem clínica, o uso de medicamentos e substâncias que possam impactar a segurança transfusional.

Entre os casos que exigem atenção estão medicamentos utilizados para prevenção ao HIV, remédios para perda de peso — como Ozempic e Mounjaro — além do uso de testosterona e anabolizantes.

Segundo a Hemominas, alguns critérios de avaliação foram atualizados recentemente. Um dos exemplos envolve medicamentos utilizados na prevenção da infecção pelo HIV, como a PrEP e a PEP. O prazo de inaptidão temporária para doação caiu de seis para quatro meses após o uso dos medicamentos, embora o motivo da utilização também seja analisado durante a entrevista clínica.

A médica da Assessoria de Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hemominas, Flávia Loureiro, destacou a importância da transparência durante a triagem.

“O uso de medicamentos para prevenção do HIV pode reduzir temporariamente a quantidade de vírus circulante no organismo e dificultar o diagnóstico. Quando essa informação é omitida, há risco para quem vai receber o sangue”, explicou.

A especialista também ressaltou que o conceito “Indetectável = Intransmissível”, utilizado na transmissão sexual do HIV, não se aplica à transfusão de sangue.

“Na transfusão, o volume de sangue é muito maior e a exposição ocorre diretamente pela via endovenosa. Mesmo com carga viral muito baixa, ainda pode haver risco de transmissão”, afirmou.

Além dos medicamentos relacionados à prevenção do HIV, a Hemominas também alertou para situações envolvendo medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, utilizados para controle da glicemia e perda de peso.

Nesses casos, o candidato à doação fica temporariamente inapto por 14 dias após o início do tratamento ou aumento da dose, principalmente se apresentar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia persistente, refluxo gastroesofágico intenso ou sinais de desidratação, como tontura, fraqueza e desmaios.

O órgão informou ainda que o compartilhamento desses medicamentos, o uso de produtos de origem desconhecida ou situações em que o remédio não esteja sob posse do próprio paciente impedem a doação por 12 meses.

Outro ponto destacado é a perda acelerada de peso. Pessoas que perderam mais de 10% do peso corporal em menos de três meses devem aguardar estabilização antes de doar sangue.

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A Hemominas também orienta que o uso de testosterona e outras substâncias anabolizantes, inclusive em gel, seja informado durante a triagem clínica. Segundo o órgão, essas substâncias podem representar riscos para receptores da transfusão, especialmente gestantes, já que podem causar alterações no desenvolvimento fetal.

“A sinceridade durante a triagem é uma etapa essencial para proteger pacientes que dependem da transfusão. Cada informação compartilhada pelo doador ajuda a garantir um processo mais seguro para todos”, concluiu Flávia Loureiro.

Com informações da Agência Minas

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