O Mercado Central de Belo Horizonte continuará com o mesmo nome, mesmo após a aquisição de seus naming rights pela Vale. Em vez de substituir a identidade do espaço por uma marca comercial, como ocorre em contratos desse tipo, a mineradora optou por preservar a denominação histórica de um dos principais patrimônios culturais da capital mineira.
A iniciativa foge do modelo adotado em arenas esportivas, teatros e centros de eventos, onde a venda dos direitos de nome costuma resultar na inclusão do nome da empresa patrocinadora. No caso do Mercado Central, a estratégia prevê investimentos no equipamento sem alterar sua identidade junto ao público.
Os recursos destinados pela empresa serão aplicados em melhorias de infraestrutura, ações voltadas à sustentabilidade, projetos sociais e iniciativas para qualificar a experiência dos visitantes. O objetivo também é preparar o espaço para a celebração de seu centenário, prevista para 2029.
A ação também marca a entrada da Vale no mercado de naming rights. Apesar disso, a empresa informou que a aquisição dos direitos de nomeação não representa uma mudança em sua estratégia de investimentos, mantendo o foco em iniciativas ligadas à cultura, ao patrimônio e ao esporte.
Leia também:
- Caminhão capota na BR-356 e deixa duas pessoas mortas em Mariana
- Espetáculo “Sombra de um Monólogo” une poesia falada e viola caipira
Para divulgar o projeto, foi lançada uma campanha publicitária que propõe o conceito de “right naming”, expressão utilizada para destacar a decisão de preservar o nome original do Mercado Central mesmo após a formalização do contrato de naming rights.
Nos últimos anos, esse modelo de patrocínio ganhou espaço no Brasil com acordos envolvendo arenas esportivas e equipamentos culturais. Diferentemente desses casos, a iniciativa no Mercado Central busca associar a marca da empresa ao investimento no patrimônio, sem modificar a identidade histórica do local.
O Mercado Central
Inaugurado em 1929, o Mercado Central consolidou-se como um dos principais símbolos da cultura e do comércio de Belo Horizonte. Em 1964, o espaço foi preservado após comerciantes se unirem em uma cooperativa para adquirir o terreno e evitar o encerramento das atividades. Atualmente, o mercado reúne cerca de 400 estabelecimentos voltados à gastronomia, ao artesanato e aos produtos típicos mineiros, além de receber aproximadamente 15 milhões de visitantes por ano.
Mantenha-se atualizado! Selecione o Jornal Geraes como principal fonte de informação no Google e passe a receber com mais facilidade conteúdos do portal na ferramenta de busca, no Google Notícias e no Google Discover. Que tal fazer agora CLICANDO AQUI?

